segunda-feira, 20 de junho de 2011

Vaivém de rede de dormir proporciona sono de qualidade

Uma equipe de cientistas suíços e franceses publicou nesta segunda-feira um estudo sobre a influência do vaivém de uma rede de dormir no sono. Além de melhorar a qualidade do mesmo, faz com que a pessoa durma mais rápido.
A pesquisa envolveu um grupo pequeno formado por 12 voluntários do sexo masculino. Eles aceitaram tirar uma soneca tanto em uma cama fixa quanto em uma rede e tiveram seus movimentos cerebrais, oculares e musculares monitorados por aparelhos.
As mulheres foram excluídas do estudo por um motivo biológico. O ciclo menstrual pode afetar a monitoração do eletroencefalograma, ou EEG, explicaram os cientistas.
Dois dos 12 homens tiveram que ser descartados da análise final porque o EEG detectou um malfuncionamento em um deles e o outro ficou ansioso demais para dormir no dia em que lhe coube a cama fixa.
Os dez indivíduos restantes, porém, dormiram mais rapidamente em uma rede do que na cama fixa. A sesta de 45 minutos também foi mais profunda, destacou o estudo publicado na revista "Current Biology".
"Observamos uma transição ao sono mais rápida em cada um dos indivíduos que estava no modo 'rede'. O resultado sustenta a noção intuitiva de que o sono é facilitado quando associado a este procedimento" de vaivém, disse Michel Muhlethaler, da Universidade de Genebra.
"Surpreendentemente, também observamos um espetacular impulso de certos tipos de oscilações [das ondas cerebrais] relacionadas ao sono", acrescentou.
A etapa de sono intermediária, conhecida como N2, que não inclui rápidos movimentos oculares e frequentemente ocorre na transição para um período de sono profundo, foi mais longa na rede.
"A rede também teve um efeito prolongado na atividade cerebral, aumentando as oscilações mentais e a irrupção da atividade conhecida como eixos de sono. Estes efeitos são consistentes com uma atividade neuronal mais sincronizada, característica do sono mais profundo", destacou o estudo.
Os pesquisadores esperam examinar se o efeito de balançar é similar em períodos mais prolongados de sono, e averiguar se pode ser utilizado para ajudar aqueles que sofrem de insônia.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/932509-vaivem-de-rede-de-dormir-proporciona-sono-de-qualidade.shtml

terça-feira, 17 de maio de 2011

Como é a visão de um cachorro?

Uma dúvida comum é se o cão enxerga em cores ou em preto-e-branco e a verdade é que eles têm a capacidade de enxergar cores, mas não da mesma maneira que nós. Para os cães, as cores verde, amarelo, laranja e vermelho não têm diferença nenhuma. É uma espécie de daltonismo para estas cores. Mas o cão consegue diferenciar as cores violeta, azul e verde.
Muitos estudiosos crêem que o cão enxerga um tom de amarelo quando olha para as cores vermelho, verde e amarela, e seria exatamente por isso que ele não conseguiria diferenciá-la.
Em resumo, os cães enxergam cores, mas com menos matizes e menos precisão que nós, que conseguimos diferenciar cerca de 10 milhões de cores e combinações diferentes
Por outro lado, eles tem a capacidade de perceber tantos tons de cinza que é quase impossível testar completamente este talento, em função de nossas próprias limitações.
A explicação mais aceita para este fenômeno é que os canídeos antigos, antepassados de nossos cães, eram caçadores noturnos e a diferenciação dos tons de cinza era muito mais importante que a visão das cores.
E como todos os predadores, os cães identificam rapidamente objetos em movimento. Isso era fundamental para seu bom desempenho na caça. Ainda hoje existem numerosas raças que “caçam com a visão”, como os galgos,whippets  e quase todos os lebréis. Este é um fator dos mais desenvolvidos na visão canina, podendo, em campo aberto, distinguir objetos do tamanho de um gato em movimento a quase 1.000 m. Por outro lado podem demorar a enxergar um objeto parado que você tenta mostrar a 1 metro de distância.
Por isso é mais fácil chamar a atenção de seu amigo com movimentos e sinais.
Portanto podemos afirmar que os cães não enxergam melhor ou pior que nós, apenas o fazem de uma forma diferente.
Fonte: http://www.vocesabia.net/ciencia/como-e-a-visao-de-um-cachorro/

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pedra, papel ou tesoura?

 Esse jogo é um exemplo simples de situação real em que se pode verificar uma propriedade que a matemática chama de relação não transitiva. Marco Moriconi aborda o tema em sua coluna deste mês na CH e lança um desafio sobre estratégias para vencer a brincadeira.


Se alguém nos diz que Alberto é mais alto que Bruno, e que este é mais alto que Carlos, concluímos, sem grande esforço, que Alberto é mais alto que Carlos. “Nada poderia ser mais simples”, imagino o(a) leitor(a) dizendo isso para si mesmo(a). Essa propriedade, ilustrada no caso das alturas de nossas três personagens imaginárias, é chamada, em matemática, relação transitiva.
Vamos tentar entender o que é, do ponto de vista da matemática, uma relação. Exemplos úteis: maior (>), menor (<) ou igual (=) são relações transitivas. Vejamos no caso da igualdade: se A = B e B = C, então A = C. Na prática: se 4 = 2 + 2 e 2 + 2 = 3 + 1. Então, 4 = 3 +1.
Quando temos uma regra que funciona bem, é sempre interessante ver o que acontece se a mudarmos. Primeira pergunta: será que pode existir algum tipo de relação que não é transitiva? Segunda: se existir, ela é simples (e interessante) ou complicada (desinteressante)?
Bem, esse tipo de relação existe, e seu nome (meio óbvio, é verdade) é relação não transitiva. Certo, mas em que situações elas surgem? – garanto que o(a) leitor(a) até conhece um exemplo!
Pedra, papel ou tesoura. Lembra-se do jogo? E das regras?
São três elementos: pedra, papel e tesoura. A pedra (representada pelo punho fechado), papel (mão aberta) e tesoura (os dedos indicador e médio formam um V). Regras básicas: dado um sinal, cada um dos jogadores apresenta um elemento. Pedra perde para papel (o papel embrulha a pedra); papel perde para tesoura (esta corta o primeiro); e, finalmente, a tesoura perde para a pedra, que quebra aquela.
Nesse caso, a relação que introduzimos foi ganhar/perder. Se ela fosse transitiva, teríamos o seguinte: pedra perde para papel, papel perde para tesoura e, então, pedra deveria perder para tesoura. Mas não é isso o que acontece. A relação ganhar/perder não é transitiva.
Esse exemplo simples mostra que podemos criar uma situação real (e divertida) na qual uma relação não transitiva surge de forma natural.
Em tempo: há uma estratégia para vencer o jogo? Não. Mas a dica a seguir talvez ajude: por alguma razão, as pessoas parecem escolher pedra com mais frequência (mas a razão pertence ao campo da psicologia e não ao da matemática). Assim, se você for jogar com alguém que não tenha lido esta coluna, jogar papel é uma boa estratégia.

Desafio
Suponha que um jogador jogue só pedra e papel, com iguais probabilidades. Há alguma estratégia para vencê-lo? Em outras palavras, se jogarmos muitas partidas, há algum modo de obtermos mais vitórias do que ele?





Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/280/pedra-papel-ou-tesoura